Oficina de vídeo e postais: Olhares(Im)possíveis.

A olhares (im)possíveis é uma metodologia de trabalho aplicada em cidades mineiras desde 2017. É experiência de escuta do indizível a qual, por meio da linguagem audiovisual, potencializa vozes e discursos que muitas vezes passam despercebidos.

A oficina é uma possibilidade de trabalhar com a dinamicidade que se apresenta na produção artística de Brumadinho. Olhar e refletir, registrar e ler os movimentos sob outras perspectivas. Experimentar a cidade com a sensibilidade que a arte exige e que o vídeo e sua vivência podem trazer à tona. Trata-se, ainda, de uma motivação para o encontro, um trabalho com o sensível presente nas imagens, nas paisagens cotidianas e espaços da cidade.

Baseado na cartilha Inventar com a diferença desenvolvemos uma perspectiva de trabalho que consiste em três momentos para a realização dessa vivência, sempre em perspectiva colaborativa. Na ocasião, pretendemos fazer uma cartografia coletiva de sonhos. Sonhos para a cidade, o bairro, as escolas, e para nós mesmos. Primeiras experiências: conversação com os/as participantes e primeiro contato com elementos básicos da fotografia.
Os participantes produzem Cartões Postais;

Atividade de análise que possibilite expressar as visões sobre os conceitos anteriormente apresentados em imagens que serão produzidas pelo grupo nos roteiros pela cidade (Minuto Lumière);

Oficina de experimentação audiovisual. Produção de Filmes Carta.

Propomos a criação de um espaço que tenha como resultado textos audiovisuais que apresentem as múltiplas Brumadinhos, os incessantes movimentos que fazem desta uma cidade que respira arte. A ideia é exibir os resultados da oficina em duas praças, para levar estes discursos a seus destinatários - a própria população. A olhares acontece desde 2017, se iniciou como uma pesquisada de mestrado e se tornou metodologia de trabalho, nosso maior parceiro atualmente é o coletivo MICA. A oficina aconteceu com 15 grupos em BH, Ouro Preto, Mariana, São João del Rei e Serro.
O Dinheiro será utilizado para:
* transporte e alimentação da equipe
* Impressões dos cartões postais
* pro-labore oficineiros

Quem é o proponente
Arthur Medrado Soares Araújo é jornalista e mestre em Educação (UFOP). Doutorando em cinema (UFF). Trabalha com audiovisual desde 2012, quando voltou de uma mobilidade internacional na Universidade Nacional de La Plata - UNLP, na Argentina, onde estudou "Comunicação Audiovisual". Com a metodologia Olhares (im)Possíveis, desenvolvida e aplicada durante a pesquisa de mestrado, ficou em 3º lugar no 6º Prêmio AMAERJ - Juíza Patrícia Acioli de Direitos Humanos (categoria Práticas Humanísticas).

Valor do Aporte
R$ 2.500,00

O que mais precisa além do dinheiro
Divulgação.

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